Conheça mais sobre o piloto de enduro Vitor Borges, da MXF, nesta entrevista exclusiva!

Postado em 4 de dezembro de 2019.

 

  • Como e por que começou a praticar enduro?

Iniciei minha participação em provas de enduro, por incentivo do meu pai e paixão por motos e competições. Minha carreira como piloto começou no motocross, onde conquistei alguns títulos importantes, mas em 2011 migrei para o Enduro, modalidade que hoje me dedico e sou apaixonado.

Foto: Janjão Santiago.

  • No mês de novembro você integrou a equipe brasileira no Six Days, em Portugal, competição que é considerada a copa do mundo do Enduro FIM. Como você recebeu esta notícia?

A oportunidade de participar do Six Days veio a partir do apoio do meu pai, junto a MXF, que me proporcionaram realizar esse sonho, sou muito grato a eles por ter participado do Six Days esse ano, competição considerada a Copa do Mundo de Enduro FIM, onde estavam os melhores pilotos do mundo.

  • Agora sobre a moto, como foi o desempenho da moto MXF 250RXi na prova mais dura mundo no calendário do Enduro FIM?

A moto se portou bem, optamos por andar em uma moto original e ela provou ser uma moto com uma resistência indiscutível. Completar 6 dias de ouro Enduro, em difíceis trilhas e situação, provou ser uma boa moto.

  • Qual a principal dificuldade durante os seis dias de prova? E como terminar um dia extremamente cansativo e ainda ter que trocar pneu em poucos minutos?

Pra mim o maior desafio nos 6 dias de prova foi a quilometragem rodada por dia, foram quase 300km por dia, tornando a prova muito cansativa. Não só fisicamente, mas também mentalmente.

  • Quais as principais diferenças entre as competições de Enduro no Brasil e em Portugal?

Com certeza a maior diferença é o nível técnico dos pilotos lá fora. No geral esse nível é bem maior do que no Brasil, mas estamos em constante evolução, e esse ano tivemos bons tempos comparados aos melhores do mundo. Prova que o Campeonato Brasileiro está evoluindo, as provas estão em um bom nível, e os pilotos vem crescendo junto… estamos no caminho certo, é só uma questão de tempo para chegaremos lá.

Foto: Janjão Santiago.

  • O nível do enduro numa prova como essa é muito alto, acha que no Brasil se as provas fossem um pouco mais duras, como a última etapa na cidade de Patrocínio (MG), elevaria o nível do esporte no país?

Sim, mas as provas do Campeonato Brasileiro estão em um bom nível técnico, a maioria delas. O que vai fazer subir mais ainda o nível dos brasileiros é a competitividade. E, na minha opinião, o intercâmbio de pilotos estrangeiros para o campeonato, e também pilotos brasileiros indo para fora competir, é o que mais vai fazer subir o nível. Claro que contando com um bom campeonato, o que já estamos tendo.

Foto: Janjão Santiago.

  • Como eram as especiais e deslocamentos? Mais estradas ou trilhas fechadas com alto nível técnico e CH (controle de horários) apertados?

Os deslocamentos do Six Days não tem tanta dificuldade técnica, só um lugar ou outro, a maior dificuldade está na quantidade de motos que passam no lugar, e as cavas, buracos que ficam por toda parte, não há nenhum metrô se quer, liso e sem buraco! As especiais a grande maioria rápidas, de velocidade, mas com muito, muito buraco por toda parte! CH com tempo bem justo, se não andar em um bom ritmo, fluindo, sem cair e errar, não chega no tempo proposto.

Foto: Janjão Santiago.

  • Em 2020 pretende explorar alguma outra modalidade do off-road como rally ou hard enduro?

Para o próximo ano tenho como objetivo principal o Campeonato Brasileiro de Enduro, novas oportunidades estão por vir e quero me dedicar e dar o meu melhor, para ter o resultado desejado. Algumas provas além do Campeonato podem ser feitas, mas nada confirmado, a dedicação e foco vai ser mesmo no Brasileiro de Enduro.

Foto: Janjão Santiago.

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