downhill urbano

Downhill Urbano: Como surgiu

Postado em 15 de novembro de 2018.

Para quem curte esportes radicais, o Downhill Urbano sempre foi um prato cheio, afinal, tem algo mais radical de que estar em uma bicicleta “morro abaixo”, a cerca de 70 km/h, atravessando corredores com corrimão, saltando calçadas, vãos e tendo em mente que é preciso terminar esse trajeto no menor tempo possível? 

Praticado no meio das cidades, usando a própria estrutura do local, pode-se dizer que o Downhill Urbano – também conhecido como DH – é uma adaptação para o asfalto das competições de ciclismo disputados em montanhas, o Mountain Bike.

A modalidade surgiu no final da década de 1970, quando um grupo de jovens ciclistas da Califórnia, nos Estados Unidos, começou a ficar entediado de andar só na praia e no asfalto e resolveu se encontrar nas montanhas de Marin County, perto de São Francisco, para descer montanha abaixo. Para isso, eles adaptaram as suas bikes, utilizando pneus mais largos e freios mais potentes.

Neste grupo de pioneiros do Mountain Bike encontravam-se nomes como Gary Fischer, Tom Ritchey, Joe Breeze, Charlie Kelly entre outros, que atualmente são empresários da indústria da modalidade.

O primeiro Campeonato Mundial de Downhill foi acontecer somente em 1990, no Colorado (EUA) e vencido pelo norte-americano Greg Herbold. Já no Brasil, as competições surgiram em 1991, sendo praticadas com bicicletas para o Cross Country – modalidade que na época era mais famosa que o Downhill – em trilhas abertas com quase nenhum obstáculo, onde o foco era a velocidade.

Com o passar dos anos, as pistas foram sendo modificadas, foram inseridos single tracks (trilhas estreitas), drop-off (degraus altos), pedras, gaps (vãos a serem transpostos), duplos (obstáculos com rampas de lançamento e de recepção com um vão entre elas) ou mesas ( semelhante aos duplos, mas sem o vão). E consequentemente, além da velocidade era testada a técnica do piloto.

 

Downhill urbano

A modalidade começou a ser praticada no asfalto somente em 2000, em Portugal. O Lisboa Down Town, ficou marcado como o primeiro evento de Downhill realizado em uma área urbana. A intenção do evento era difundir o esporte para o grande público que começava a se interessar pela modalidade, o que acabou despertando cada vez mais a atenção dos pilotos e da imprensa mundial.

Foi somente em 2003, que a competição veio para o Brasil, na famosa Descida das Escadas de Santos, na cidade do litoral paulista. Onde a modalidade encontrou o seu lugar perfeito para ser disputado, a histórica escadaria do Monte Serrat, localizada no centro da cidade. O percurso conta com 417 degraus e 650 metros de extensão, onde os atletas de ponta percorrem trechos de média e alta dificuldade, com diversas curvas e saltos.

Na competição é preciso ter muita técnica para conseguir dominar a bicicleta e se sair bem nas curvas e nos diversos obstáculos. Em determinados trechos, o ciclista chega a alcançar até 70 km/h e toda essa adrenalina acaba chamando a atenção do público que lota toda a extensão do percurso.

 

Quais equipamentos são necessários?

Atualmente para praticar o Downhill é preciso ter uma bike que possua um quadro preparado para aguentar grandes impactos, com suspensões de no mínimo 150 mm de curso nas duas rodas, freios a disco de acionamento hidráulico (fluído de freio, ao invés de cabo de aço) e pneus largos com compostos macios para ter uma maior aderência no terreno. É importante saber também que o formato dos pneus mudam de acordo com o terreno em que ele será utilizado. Além disso, as bicicletas para Downhill não possuem câmbio dianteiro, invés é usado uma guia de corrente para manter a transmissão funcionando mesmo com as trepidações que a bike sofre por conta das pistas.

O formato e a posição do quadro da bicicleta relativamente ao chão também são diferente das bikes de outras modalidades. Pois, por terem a suspensão da frente mais alta, possuem uma certa inclinação para trás, o que facilita nos trilhos que estão sempre com inclinações muito acentuadas o que faz com as chances do ciclista cair para frente diminuam consideravelmente.

Além de ter uma bike preparada para a disputa, o ciclista que irá praticar o downhill precisa ter um ótimo condicionamento físico. Isso porque, as pernas, as mãos, os pulsos, braços e o pescoço sofrem bastante com os impactos, por isso a importância de manter esses músculos sempre fortalecidos.

Outro ponto importante na prática do Downhill é o equipamento certo como capacete, luvas, bermuda, colete e óculos de proteção. Os óculos Gaia MX possuem encaixe anatômico e são desenvolvidos em poliuretano material mais flexível. Suas lentes contam com anti-embaçante, anti-risco, clear rainbow e filtro UV 100%, para que você possa se aventurar no downhill independente do ambiente, saiba mais.

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